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A Copa do Mundo Feminina acabou, mas o sonho ainda continua
Foto: © Getty Images.

A Copa do Mundo Feminina acabou, mas o sonho ainda continua

No esplendoroso dia 7 de julho de 2019, Lyon se tornou o palco radiante da .

Sob os holofotes do majestoso Parc Olympique Lyonnais, mais de 57 mil corações palpitavam ao ritmo do jogo tenso entre Estados Unidos e Holanda, em busca do ápice do futebol feminino.

A Holanda, ansiosa por sua primeira coroa, e os Estados Unidos, sedentos pelo tetra, dançaram o tango da competição em cada lance, cada movimento, cada respiração naquele gramado sagrado.

E assim se desenrolou o destino.

Com a magia dos pés de Rapinoe e Lavelle, as estrelas americanas brilharam intensamente, ecoando um glorioso "É tetra!" para a história.

Ergueram a quarta taça, tecendo mais um capítulo dourado em sua trajetória — uma saga que começou em 1991, ganhou força em 1999 e brilhou em 2015, consagrando-se como a maior potência do torneio.

Para os amantes do futebol do Brasil, apaixonados pelo jogo como uma arte, resta a inquietação: onde estava o Brasil nesse turbilhão de paixão e determinação?

A resposta, infelizmente, se desvela nas linhas seguintes.

O Brasil, em sua jornada de bravura e luta, , num duelo que transcendeu o tempo e o espaço.

Num jogo de equilíbrio divino, Thaísa bradou a esperança com um gol de empate heróico, apenas para o destino reservar uma reviravolta cruel.

A prorrogação foi um palco de emoções intensas, até que um gol francês no amanhecer do segundo tempo extra decretou o fim da trilha brasileira no campeonato.

Assim, o futebol continua sua dança, tecendo histórias de glória e desafios, em que cada partida é um poema, cada jogador é um verso, e cada torcedor é uma nota na sinfonia universal do esporte.

A Copa do Mundo Feminina

Desde o pontapé inicial em 1991, a Copa do Mundo Feminina, organizada pela FIFA, desdobra-se a cada quatro anos como um jogo de estratégia e paixão.

Como os grandes estádios que acolhem seus jogos, as sedes históricas — da vibrante China ao ardente coração dos EUA — ecoam o brilho do futebol feminino.

Neste palco global, os Estados Unidos lideram como os reis do campo, erguendo a taça por quatro vezes, enquanto a Alemanha mostrou sua maestria em duas ocasiões memoráveis.

Japão e Noruega deixaram suas marcas com um título cada, cada gol um momento eternizado na história do esporte.

Para o Brasil, a jornada foi como um emocionante duelo final em 2007, em que enfrentou a Alemanha num embate de bravura e técnica.

Embora o título tenha escapado, a seleção brasileira escreveu seu nome nas estrelas do futebol, inspirando um país com sua determinação incansável.

Nas páginas da história, cada torneio é uma narrativa de talento e tenacidade, em que as seleções se tornam lendas e os sonhos ganham asas nos gramados de um espetáculo que transcende o esporte — uma sinfonia de dribles, passes e vitórias que ressoa no coração de todos os amantes do futebol.

O status quo e o peso da camisa

Certamente, estas são questões que ecoam nas mentes dos apaixonados pelo futebol feminino no Brasil: por que, mesmo com conquistas em competições como os Jogos Pan-Americanos, as Olimpíadas e demonstrações promissoras na Copa do Mundo, a seleção brasileira ainda não alcançou o tão sonhado título mundial?

Outro enigma a desvendar é o que transformou equipes como os Estados Unidos e a Alemanha em ícones do esporte, erguendo troféus e consolidando-se como potências na Copa do Mundo Feminina.

O que as diferenciou e capacitou para tantos triunfos, elevando-as ao estatuto de lendas?

Em um jogo no qual a habilidade, estratégia e paixão se entrelaçam, as respostas estão entranhadas na história de cada passe, cada golpe de mestre e cada superação.

A trajetória para a glória não é apenas marcada por conquistas, mas também por um compromisso incansável com a evolução constante e a resiliência frente aos desafios.

É a dedicação incansável que molda campeãs, a coragem de sonhar em grande e o trabalho árduo que transformam visões em realidade no campo verdejante.

O que falta para o Brasil?

Alex Morgan, a brilhante artilheira da Copa de 2019, cujos 6 gols igualaram Ellen White, da Inglaterra, e Megan Rapinoe, sua colega americana, não apenas elogiou o potencial do Brasil em uma entrevista à ESPN, mas ergueu um chamado apaixonado por um apoio ainda maior.

“O Brasil não é apenas uma seleção, é uma promessa de grandeza futebolística pulsando em cada jogada.
Somos testemunhas de um talento deslumbrante, pronto para brilhar sob os holofotes do mundo.
Mas este talento, este potencial, merece mais do que aplausos. Merece um apoio incondicional, uma energia que alimente cada passo, cada chute, cada sonho em campo.
Juntos, podemos elevar não apenas um time, mas uma nação de guerreiros do futebol.
Vamos erguer nossas vozes e nossos corações em um coro que ecoe além das fronteiras, para que todos saibam: o Brasil está pronto, o Brasil é imparável.”

Se há uma certeza no jogo, é que nem todas as respostas cabem dentro das quatro linhas.

O que os torcedores devem ponderar é: como podemos ser a voz que impulsiona a seleção brasileira rumo a conquistas ainda maiores?

Futebol Feminino no Brasil

A trajetória do futebol feminino no Brasil é uma epopeia de superação e conquista.

Entre os desafios de outrora e o brilho do presente, emerge um futuro radiante.

Antes , as guerreiras da seleção hoje desfilam nos palcos mundiais com projeções deslumbrantes.

Marta, nossa eterna capitã, não apenas ergueu a taça de melhor do mundo seis vezes, cinco delas consecutivas, como também quebrou recordes outrora intocáveis.

Ela não apenas venceu, mas transcendeu: seus 17 gols em Copas do Mundo .

Um feito que não apenas enche de orgulho um país, mas inspira o mundo inteiro.

Hoje, as jovens talentosas do futebol brasileiro não apenas sonham, mas pisam em campos de igualdade nos principais clubes nacionais, em ligas profissionais vibrantes, e enfrentam os desafios dos torneios internacionais com ousadia.

O brilho das nossas estrelas não se limita ao território nacional; ele ilumina os caminhos das grandes equipes europeias e da seleção verde e amarela.

O legado está sendo escrito.

Cada passe, cada gol, cada vitória é um passo rumo a um horizonte onde o futebol feminino não é apenas reconhecido, mas celebrado por sua excelência e paixão.

Os próximos pass(e)s

No horizonte do futebol feminino brasileiro, cada ação se transforma no toque decisivo que impulsiona novas conquistas.

É a magia das redes balançando e o sorriso dos torcedores que nos guiam nessa jornada.

E em 2023, a batalha se aproxima sem local definido, podendo até brilhar em nossas próprias terras.

Mas o que realmente importa vai além das fronteiras do campo: é o apoio unificado que eleva nossa Seleção na busca pelo primeiro título da Copa do Mundo Feminina.

1 – Engajamento das organizações

É crucial que as organizações que sustentam nossos sonhos invistam continuamente, capacitando e integrando a modalidade dentro e fora do país, ampliando nossa representação global.

2 – Compromisso dos clubes

Cada clube deve criar um ambiente inspirador, em que estruturas físicas e apoio humano florescem, possibilitando o desenvolvimento pessoal e profissional das futuras estrelas brasileiras.

3 – Parcerias com empresas

Empresas desempenham papel vital ao patrocinar financeiramente, promovendo aqueles clubes que investem no futuro do futebol feminino, e destacando as jovens que se destacam no campo.

4 – Apoio das pessoas

O apoio pessoal é um poder multiplicador.

Seja online, seguindo, curtindo e compartilhando o caminho das nossas jogadoras, dos clubes, das empresas que apoiam esta causa e das organizações que as sustentam.

E offline, comparecendo aos jogos, eventos e apoiando as marcas que apoiam nossos sonhos.

Juntos, construímos um universo no qual o futebol feminino brilha mais constante, mais vibrante, mais presente; no qual elas são mais vistas, mais lembradas e, acima de tudo, no qual a justiça reina para as talentosas meninas do futebol brasileiro.

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